Idéias Soltas...


Depois de um assunto meio tragico pra iniciar um blog, o ideal seria falar sobre algo mais ameno neste segundo texto...

Então falarei de amor. Sim, o amor. Eu tenho um conceito tão grande de amor, que, com certeza, algumas pessoas devem achar que eu vulgarizo o amor. Mas não é bem assim...

Amo, e amo mesmo. Amo minha mãe, amo meu pai, amo o que faço, e amo quem tenho que amar.

Minha mãe é sensacional... seria impossível ter outro sentimento por ela que não fosse amor. Foi a pessoa que me botou no mundo, a pessoa que mais me desejou e que, inclusive, me carregou em seu ventre por nove meses, sem cobrar um centavo depois pela estadia e alimentação. Temos brigas, as vezes um tanto quanto homéricas, mas nada que afete meu amor por ela. Uma pessoa que tenta me dar tudo que eu preciso, material e imaterial, que sabe me cativar, que sabe se alegrar com minhas vitórias, que sabe chorar com minhas tristezas e que sabe se decepcionar com meus erros, mas que em nenhum momento deixa de bater no peito e dizer: "é meu filho!". Puxa minha orelha, dá sermão, mas sempre termina dizendo: "eu te amo!".

Pai é sempre nosso herói, né? É aquela pessoa que você quer ser igual, e mesmo quando não quer ser igual, faz de tudo pra que ele tenha orgulho de você. Nosso sonho é sempre marcar aquele gol no futebol pra ir correndo contar pra ele... Ou então, tirar aquela nota perfeita numa prova dificil pra poder estufar o peito e dizer que arrasou... Acho que pai é sempre o nosso primeiro juiz. Aquele que a gente quer mostrar que é bom. Tão bom quanto ele. Mas mesmo quando a gente não consegue, perde aquela bola que não podia perder e o time acaba perdendo, ou quando vai pra recuperação porque a prova tava dificil mesmo, ele apenas sorri... e passa a mão na nossa cabeça e diz: "tudo bem". Existe sempre aquela frase guardada: "quando o pai da gente morre, é que aprendemos que não podemos mais errar"... É verdade... ninguém melhor pra passar a mão na nossa cabeça e assumir nossos problemas como nosso pai...

O que eu faço? Não faço nada! Eu vivo... Eu vivo a medicina. Tudo bem, ainda sou um estudante. Mas nos quase dois anos que já faço estágio em vários hospitais, já tive muitas experiencias... Nada paga o preço de se olhar uma mãe sorrindo pra você, te agradecendo, porque você está com o filho dela recém-nascido nos braços... Pois é, você conseguiu... Estava dificil, mas está ali... a criança nasceu... E a familia que chega desesperada com o parente desmaiado e sai chorando te jurando amor eterno quando o paciente tem alta? E aquele paciente que chega com o rosto todo arrebentado e depois que você limpa e dá os pontos necessários, ele se olha no espelho e diz: "ah, nem ficou tão feio assim!!" Pois é... é isso que motiva, que dá tesão nessa vida! São essas recompensas que te motivam a continuar... mesmo quando você olha para um paciente morrendo em um hospital público e descobre que não tem respirador artificial pra ele (ou que o que tinha tá quebrado); ou quando você sai chorando de uma sala de parto porque vê uma criança entrando em convulsão no pós-parto imediato, tudo porque a viciada da mãe dela resolver cheirar um pó; ou simplesmente quando você vê um paciente morrendo... que pra mim é como se fosse um pedaço de mim se esvaindo...

Amar quem se deve amar. Ah, isso é muito bom. Quem não gosta de dormir abraçadinho, de acordar vendo aquele rosto amigo, de apenas velar o sono de quem se ama, porque aqueles olhinhos serenos fechados são a coisa mais linda do mundo? Existe uma lenda que diz que Deus fez a mulher da costela do homem, para não haver diferenças... Não fez do pé para a mulher não ser pisada, não fez da cabeça porque ela não quer ser superior. Fez ali, da costela, no meio, pra ficar de igual pra igual... Fez de um pedaço embaixo do braço, para a mulher poder ser acolhida, e fez de um pedaço perto do coração, para que ela pudesse ser amada. Pois é... Nada como amar alguem... e nada como ser amado em troca... E as brigas? E o ciúme? Tudo faz parte... não existe amor sem diferenças... Aquele ouvido amigo que te escuta, aquele ombro que te segura pra voce poder chorar, aquele sorriso que serve para um montão de coisas: pra retribuir seu sorriso, pra se emocionar com suas conquistas ou apenas para te desmontar, quando você chega estressado...

Eu amo mesmo! Não nego e nunca vou negar... A partir do momento que eu não amar mais, significa que não estou mais vivo ou então que a vida perdeu o sentido. Ame a vida, pois é o que está te acontecendo; ame o sol porque ele te esquenta; ame a chuva também, porque ela te refresca; ame as árvores, porque elas te dão sombra; ame seus amigos, porque você não é nada sem eles; ame seu corpo, pois ela é você materializado; ame sua alma, porque ela é sua essência; ame a Deus ou ao que você se apóia...

Ou seja, não importe o que, mas AME... Ame muito, ame enquanto possa e mesmo quando não puder mais, continue amando...



Escrito por Glauco Pontes às 14h10
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Este é o primeiro texto deste blog...

Não é muito dificil adivinhar sobre o que vou falar... basta ver a data...

O Brasil está chocado... O Rio também possuiu fenômenos que devastam a sociedade...

A Ásia tem seus tsunamis; O Japão, os terremotos; Os EUA, os furacões; e o Brasil, a criminalidade. Mais do que isso: temos seres irracionais, cruéis, sem um pingo de amor ao proximo, capazes de trucidar, mutilar e desfigurar pessoas. Não digo nem assassinar, porque isso, o carioca já está acostumado. Numa cidade em que bala perdida mata mais do que acidentes de transito, assassinato não é mais tão impressionante.

Digo isto tendo consciência que na Tijuca, a "zona sul" da zona norte, as pessoas têm medo de morar nas coberturas, local conhecido pelo seu status em outros bairros e cidades... Tudo devido ao fato comum que é ler no jornal sobre balas perdidas atingindo esse tipo de imóvel. 

Mas até quando aguentaremos isso? Não sei responder... E também não sei porque não sei responder: por desesperança ou por esperança... Por desesperança porque vejo-me numa conjuntura em que já perdi o tesão político. Sei que o jovem sempre teve a esperança de ter um candidato que pudesse mudar o Brasil. Essa esperança acabava ao fim do curso universitário... hoje, vejo essa esperança acabar antes mesmo de começar o mesmo curso! E apenas um parentese: nunca votei e nunca votarei no Lula... Sou, sempre fui e sempre serei um anti-Lula! Provavelmente outros textos deste blog serão sobre este político, capaz de fazer as coisas mais "incriveis" por este país...

Mas ainda sim... não perco toda a esperança. Acredito que algo pode ser feito. Não apenas mudar legislação, mas ser feito algo de verdade. Claro que a legislação deve mudar, não somente pela questão da idade, mas sim por leis mais duras para crimes hediondos. Sou da seguinte opinião: lei não educa, lei protege a sociedade! Então que seja que seres como estes que estão na mídia fiquem muito tempo longe das ruas, que não representem perigo para ninguem durante algumas décadas, pelo menos.

Vi um político carioca dizer ontem na TV: "Não temos como votar em uma mudança sem estarmos tomados pela emoção, visto que crimes bárbaros acontecem a cada semana". Ou seja, toda semana vemos crimes cruéis acontecendo. Um milionário deficiente físico é assassinado por sedentos por dinheiro, aves de rapina. Ontem fez dois anos o assassinato de uma missionária em Belém. Fora outros...

Espero que os políticos percebam... que a hora é agora. Mas acho que não... como sempre, as pessoas de bem ficarão de braços cruzados, como se estivessem amarrados, sem poder fazer nada. Enquanto eles, não só os que praticam estes crimes, mas também aqueles que não fazem nada para evitá-los, ficarão também de braços cruzados, só que rindo e pensando como será o próximo crime ou a próxima oportunidade para poder votar em aumento de salário... em beneficio próprio. É triste...

Mas, fica a esperança.

João Hélio, agora que você ganhou asas e uma linda auréola, olhe por nós, por todos aqueles que gostariam de poder fazer alguma coisa pra que a história pudesse ter sido diferente; e dê forças e luz a todos aqueles que podem fazer a história ser diferente.



Escrito por Glauco Pontes às 16h18
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